sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Deixa-me..


Deixa me partir naquele barco que esta ali a beirinha carregado de flores,

Deixa-me adormecer aos pés da Santa e ir ao sabor da ria,

Ah aquela ria que eu amo e venero, que não me canso de olhar.

Deixa me caminhar a passos firmes em direcção ao outro lado e sentir o mar a envolver-me...

Ao longe acena-me, diz-me adeus uma ultima vez que eu quero levar comigo o teu sorriso.

Ah o teu doce sorriso, o brilho do teu olhar que espelhado nestas águas se torna num só brilho.

Deixa-me partir devagarinho pela noite fora, carregando comigo as mágoas e as lágrimas.

Deixa-me demorar aqui deitada, aos pés da Santa e não me ajudes, não me tentes alcançar.

Eu agora sou mais, mais que a brisa da noite, mais que o mar, mais que as rosas brancas que me tocam...

Ah as rosas brancas, puras rosas brancas!

Deixa-me ir por este rio a fora de encontro ao mar.

Deixa-me perder para depois me encontrar...



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